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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

DORMIR PARA QUÊ?

A promotora de eventos Janaína Galvão, 23 anos, sabe como é sentir-se uma super-heroína. Ela viveu os primeiros sintomas de sua bipolaridade ao passar noites sem dormir estudando para o vestibular de medicina. “Queria abraçar o mundo e pensava: ‘Para que descansar?’.” Não dormir virou problema tão recorrente que Janaína buscou ajuda no Instituto do Sono. O médico receitou antidepressivo, remédio não recomendado para bipolares porque pode fazer com que eles saiam bruscamente da depressão para a euforia. Com a medicação, Janaína ficou ainda mais alterada. Brigou com a família, saiu de casa. Até que procurou um psiquiatra no Hospital das Clínicas em São Paulo e foi corretamente diagnosticada. Há um ano toma moderador de humor e faz terapia. “Sei que agora devo o controle das minhas emoções aos remédios, mas acredito que a terapia me ajude a retomar o domínio delas”, diz.

A resistência ao tratamento é comum em portadores de doenças psiquiátricas. Algum tempo depois de ficar bem, o paciente acha que seu problema foi superado, que teve uma crise isolada e já pode abandonar os remédios. No caso do transtorno bipolar, eles devem ser tomados durante toda a vida. O índice de reincidência após a primeira crise é de mais de 90%. “Cura não existe, mas o tratamento torna bem maior o espaço entre uma crise e outra”, diz o doutor Humberto Corrêa. “Nesses intervalos, a pessoa pode ter uma vida completamente normal.”

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