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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Site do DR GALENO ALVARENGA


Como um dos meus propósitos é falar da doenças, descobri este site em q até testes encontramos...lógico q não serve como definidor da doença, mas te ajuda a saber se vc deve ou não procurar ajuda.
O site é: http://www.galenoalvarenga.com.br/
Essa página é muito interessante: http://www.galenoalvarenga.com.br/testes-psicologicos
Atenção: Os Testes (questionários, testes de personalidade ou qualquer outro material do gênero) não são desenvolvidos para definir ou substituir um diagnóstico feito por um profissional da área da saúde mental. Caso você apresente ou suspeite de qualquer sintoma relacionado a transtornos mentais, consulte um profissional capacitado e de sua confiança (médicos psiquiatras ou psicólogos). Somente esses profissionais poderão diagnosticar e avaliar o melhor tratamento para seus transtornos, distúrbios, disfunções.
 RELAÇÃO DE TESTES NESTE SITE:

Minha doença!

Como muitas miguxas sabem, sou BIPOLAR (NÃO TEM CURA, TEM MELHORA DE VIDA).
Hj tive mais uma consulta onde passam trocentos remédios caros dos quais muitas vezes não podemos comprar...enfim, meu questionamento é o seguinte: se não tenho condições de trabalhar fora (tenho um pavor de ir pra longe de casa) pq somos avaliadas no INSS por clínicos e não por psiquiatras?
Tive um pedido indeferido mês passado e marquei outro agora pro dia 06/12.
Semana passada tive um surto, onde fui na rua e não voltei...minha sorte é q não sei como fui parar em uma DEAM do meu município e pelo visto andei muito!!! Conclusão: através de uma tatuagem q tenho nas costas, descobriram o endereço da minha mãe e me levaram pra lá!
Graças aos meus trabalhinhos, me distraio e esqueço um pouco, confesso q me empolgo e fico até de madrugada...rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr Dois dias depois já estava lembrando das pessoas, pois até então eu só lembrava da minha filha de 6 anos, do meu neto de 2 anos e do meu pai q já morreu há mais de 10 anos.
E vcs acreditam q sofri com questionamentos de pessoas da própria família? Esse é outro trabalho meu aki, pois por mais q sejamos leigos, podemos ler um pouquinho para saber de doenças e coisas mais interessantes do q facebook e orkut. Somos crucificados, acham q vamos bater em alguém, não querem ter amizades conosco...não é o meu caso! Tenho muitos amigos q me entendem e me ajudam...
Bom desabafei!!! UFA!!! BJKS A TODAS!!!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Qualidade de vida


Os transtornos de humor, como sabemos, são doenças médicas que requerem tratamento adequado e, quando não cuidados podem gerar prejuízos na vida dos indivíduos. Embora se tenha conseguido progressos significativos no tratamento dos transtornos de humor nos últimos 40 anos, pesquisas mostram que os pacientes com depressão e transtorno bipolar podem ter persistentes e graves prejuízos psicossocial e ocupacional, mesmo após a recuperação de um episódio agudo da doença. Nesse sentido, vale ressaltar a importância do conceito de saúde estabelecido pela Organização Mundial de Saúde, em 1948, que definiu que saúde não é apenas ausência de doença, mas também a presença de bem estar físico, mental e social. Dessa forma, valoriza-se a manutenção da habilidade individual dos pacientes para desempenhar suas atividades da vida diária, a qual deve ser uma meta importante dos tratamentos médicos. Essa definição mostrou a necessidade de elaboração de instrumentos que pudessem medir também os elementos subjetivos e pessoais, para que se tivesse uma melhor compreensão da saúde como um todo. Dentro desse contexto, surgiu o interesse pela avaliação de qualidade de vida (QV) de pacientes portadores de várias doenças.
Sabemos que pacientes integrados em suas comunidades tendem a viver mais e a recuperar-se melhor das doenças. A visão social da Medicina estabelece que o objetivo final do cuidado a pacientes deve ser a sua reintegração na sociedade, através de uma vida produtiva, mais do que simplesmente o tratamento dos sintomas de determinada doença.
Na verdade, o estudo sobre o impacto da doença na QV dos pacientes começou pela Oncologia quando, em 1948, Karnofsky e colaboradores criaram uma escala de avaliação do estado funcional de portadores de câncer de pulmão. Desde então, diversos instrumentos têm sido elaborados em várias áreas da Medicina, com o objetivo de avaliar QV de pacientes. Em 1998, a OMS definiu QV como: “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto cultural e de sistema de valores em que o mesmo vive, e em sua relação com seus objetivos, expectativas, parâmetros e relações sociais”. Assim, qualidade de vida, ao invés de ser uma descrição do estado de saúde de um paciente, é o reflexo da maneira como ele percebe e reage ao seu estadode saúde e a outros aspectos não médicos da sua vida.
Vários fatores podem alterar a QV de um indivíduo e, se pensando em doença, a QV pode ser alterada por efeitos imediatos do tratamento, ou em conseqüência da própria doença, especialmente, no caso das patologias crônicas como a depressão. Pesquisas revelam que a falta de autonomia dos pacientes, na simples realização de tarefas cotidianas, como ocorre na depressão, representa a perda mais lamentável de todo o processo de doença. Para outros, esse elemento particular de independência sofre algumas variações como incapacidade para o trabalho ou a falta da participação em eventos sociais e familiares, ou ainda, para os mais jovens, a impossibilidade de desempenhar atividades escolares e recreativas. Alguns trabalhos indicam que a depressão afeta negativamente a QV dos pacientes tanto quanto, ou mais que, doenças físicas crônicas, como hipertensão arterial, artrite reumatóide, diabetese estágio terminal de doença renal. Vale ressaltar que o retorno ao funcionamento psicossocial pode não se normalizar em curto prazo, mesmo após a remissão do episódio depressivo. Ao atingir a remissão dos sintomas depressivos, observa-se que os pacientes necessitam de um tempo para retornar as suas atividades prévias. É razoável dizer que a recuperação da depressão demanda mais que a simples resolução dos sintomas e determinantes situacionais da QV, como a interação do indivíduo com seu meio, também devem ser abordados no tratamento.
Apesar do aumento do número de pesquisas que avaliam transtorno de humor e QV, o conhecimento sobre a relação entre eles ainda necessita de mais compreensão. Qualidade de vida e depressão podem aparecer como fenômenos opostos, basicamente representando todos os aspectos positivos e negativos do bem estar. Em outras situações, uma má QV é interpretada como conseqüência da depressão; em outros casos uma má QV pode ser a precursora da depressão. Esse fato estabelece uma relação bidirecional entre a depressão e a qualidade de vida, levando a necessidade do controle e cuidado de fatores externos ambientais e pessoais, tais como satisfação com a moradia, segurança pessoal, acesso a unidades de saúde, a capacidade do indivíduo de lidar com os problemas, qualidade da relação conjugal, presença ou não rede de apoio social.
Dentro dessa perspectiva, a medida da QV se apresenta como um importante instrumento no acompanhamento do paciente, devendo estar presente de maneira sistemática na avaliação da recuperação dos episódios agudos da doença, para que se possa desenvolver medidas preventivas nos cuidados a saúde pública.
Ângela Miranda Scippa. PhD.
Professora Adjunta do Departamento de Neurociências e Saúde Mental da UFBA.
Coordenadora do Centro de Estudos e Tratamento de Transtornos Afetivos da UFBA

TRATAMENTO MEDICAMENTOSO

Existem vários tipos de substâncias usadas no tratamento do transtorno bipolar, dependendo do estado em que o paciente se encontra: estabilizadores do humor, antidepressivos, antipsicóticos e tranqüilizantes. Para tratar uma crise de depressão pode ser necessário o uso de antidepressivos, se os estabilizadores do humor não forem suficientemente eficazes; numa (hipo)mania apenas estabilizadores do humor podem resolver ou se adiciona antipsicóticos e tranqüilizantes. Estes são os tratamentos de fase aguda. 

Quando a pessoa já teve pelo menos 3 crises ou uma muito séria e tem o diagnóstico de transtorno bipolar do humor, é aconselhável não adiar o tratamento de manutenção, para evitar ou reduzir a gravidade de novos períodos de doença. Os estabilizadores do humor podem bastar para controlar uma (hipo)mania ou estado misto, mas são os remédios ideais para o tratamento de manutenção ou preventivo de novos episódios do transtorno bipolar.

É importante lembrar que mesmo a curto prazo, o efeito dos medicamentos na depressão, na (hipo)mania ou no estado misto leva pelo menos duas a quatro semanas para ser significativo. A melhora completa pode levar alguns meses e depois disso é necessário manter as medicações usadas na fase aguda da doença por mais algumas semanas ou meses, dependendo da gravidade. Depois de melhorar por completo, não apenas parcialmente, o paciente segue para a fase de manutenção. 

Nesta fase normalmente a pessoa se sente bem e corre o risco de descuidar do rigor no tratamento medicamentoso. Da mesma maneira como acontece na hipertensão arterial ou no diabetes, a pessoa se sente bem por estar tomando remédios. Ela não pode parar sem o consentimento do médico achando que está curada.

Felizmente dispomos hoje em dia de vários remédios que podem controlar o transtorno bipolar do humor, de tal modo que se a pessoa não puder tomar algum deles ou não se beneficiar o suficiente, é possível trocá-los ou fazer combinações entre eles. Serão mencionados somente os disponíveis no Brasil.

Estabilizadores do humor são os remédios mais importantes e devem ser usados a partir do diagnóstico de transtorno bipolar. Controlam o processo de ciclagem de um episódio a outro, reduzindo a quantidade de depressões e (hipo)manias e a gravidade delas. Eles variam entre si no efeito antidepressivo e antimaníaco. Os mais estudados e bem conhecidos são o carbonato de lítio, a carbamazepina e o ácido valpróico. Com exceção do lítio, todos eles são também usados como anticonvulsivantes (remédios para tratar epilepsia).

- lítio (Carbolitium“, Litiocar, Carbolim) 

- carbamazepina (Tegretol“) 

- oxcarbazepina (Trileptal“) 

- ácido valpróico (Depakene“) 

- lamotrigina (Lamictal“) 

- gabapentina (Neurontin“) 

- topiramato (Topamax“)

Antidepressivos são o tratamento indicado para as depressões. No paciente com transtorno do humor bipolar o médico primeiro introduz o estabilizador do humor e se não melhorar associa um antidepressivo. Esta cautela reduz o risco de ciclagem para euforia, que os antidepressivos podem desencadear. Se isso acontecer, demorará mais para controlar a doença a longo prazo.

- tricíclicos e heterocíclicos 

- por exemplo, Tofranil“, Anafranil“, Tryptanol“, Pamelor“, Ludiomil“.

- inibidores da monoaminoxidase (IMAOs): 

- por exemplo, Parnate“, Stelapar“, Aurorix“.

- inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) 

- por exemplo, Prozac“, Cipramil“, Aropax“, Zoloft“, Luvox“.

- novos antidepressivos

- por exemplo, Efexor“, Remeron“, Stablon“, Prolift“, Zyban“.

Antipsicóticos são medicamentos de efeito antimaníaco e antipsicótico. Podem ser usados durante um episódio de depressão, mania ou estado misto se houver sintomas psicóticos.

- de primeira geração - por exemplo, Haldol“, Amplictil“, Stelazine“, Neuleptil“, Melleril“, Navane“.
- novos antipsicóticos - por exemplo, Risperdal“, Leponex“, Zyprexa“, Seroquel“.

Tranqüilizantes representam substâncias com ação hipnótica ou tranqüilizante, que devem ser usados temporariamente, enquanto os estabilizadores do humor não fizerem efeito.
- por exemplo, Valium“, Rivotril“, Lorax“, Lexotan“, Stilnox“. 

TRANSTORNOS AFETIVOS


TRANSTORNOS AFETIVOS: os transtornos afetivos (Depressão e Transtorno Bipolar) afetam atualmente cerca de 340 milhões de pessoas em todo o mundo.
A Depressão é apontada pela OMS ( Organização Mundial de Saúde) como a quinta maior questão de saúde pública e até 2020 deverá estar em segundo lugar.
Estas doenças provocam uma alteração do humor do indivíduo, o que pode se traduzir no jeito de pensar, sentir e no comportamento do mesmo.
Muitos portadores destas doenças sofrem desnecessariamente por serem mal compreendidos, incorretamente diagnosticados ou por falta de um tratamento adequado.
Hoje, um tratamento adequado com acompanhamento correto pode ajudar qualquer pessoa portadora dessas doenças a ter uma vida produtiva, com qualidade
e satisfação.

domingo, 25 de novembro de 2012

COMO A FAMÍLIA E AMIGOS PODEM AJUDAR?

Antes de mais nada é necessário conhecer a doença e o tratamento do transtorno bipolar do humor. Mesmo assim, cada novo episódio representa um desafio, porque se misturam problemas individuais, questões pendentes, características de cada família.

O apoio ao tratamento é fundamental para ajudar o paciente em momentos difíceis a manter os medicamentos na dose certa e no horário prescrito. Bastam alguns dias sem tomar a medicação ou tomando menos que necessário para que entre em nova crise. Compreender os sintomas não como seu jeito de ser, mas como doença, alivia muito e reduz o sentimento de culpa no deprimido. O doente em euforia requer firmeza e paciência, porque o relacionamento se torna mais desgastante. Ele pode recusar as orientações da família, alegando que agora toda vez que se sentir feliz e de bem com a vida logo pensam que está em mania. A intervenção junto ao médico antes que perca a autocrítica previne conseqüências piores ou eventual internação.

- se os medicamentos estiverem causando efeitos colaterais muito incômodos e o paciente mencionar que quer parar com tudo isso, o médico deve ser informado;

- detectar com o paciente os primeiros sinais de uma recaída; se ele considerar como intromissão, afirmar que é seu papel auxiliá-lo;

- falar com o médico em caso de suspeita de idéias de suicídio e desesperança;

- compartilhar com outros membros da família o cuidado com o paciente;

- estabelecer algumas regras de proteção durante fases de normalidade do humor, como retenção de cheques e cartões de crédito em fase de mania; auxiliar a manter boa higiene de sono; 
programar atividades antecipadamente.

- mesmo depois da melhora, há um período de adaptação e desapontamento; é importante não exigir demais e não superproteger; auxiliá-lo a fazer algumas coisas, quando necessário;

- evitar chamar o paciente de louco ou demonstrar outros sinais de preconceito, que favorecem o abandono do tratamento; tratá-lo normalmente e apontar sintomas com carinho;

- aproveitar períodos de equilíbrio para diferenciar depressão e euforia de sentimentos normais de tristeza e alegria. 

TRANSTORNO AFECTIVO BIPOLAR


A doença bipolar, bipolaridade, transtorno afectivo bipolar ou, mais tradicionalmente conhecido como doença maníaco-depressiva é um transtorno mental em que o humor varia significativamente, com crises de depressão e mania. Estes dois tipos de crises podem ocorrer numa mesma pessoa. Estas podem ser graves, moderadas ou leves.
As mudanças de humor têm uma importante repercussão nas sensações, emoções, ideias e comportamento do indivíduo, com uma perda significativa da autonomia da personalidade.
Sensivelmente 10% da população sofre da doença bipolar, havendo uma percentagem idêntica em ambos os sexos.
Há vários factores que predispõem o indivíduo para a doença mas há alguns que são, ainda, desconhecidos. Factores genéticos e biológicos têm um papel importante nas causas desta doença mas, também é influenciada por traumas, incidentes ou acontecimentos fortes como mudanças, troca de emprego, fim de casamento ou morte de um ente querido.

Os transtornos de humor vão da eutimia à mania.




Sintomas da fase maníaca:
  • Irritabilidade extrema (o individuo torna-se muito exigente e zanga-se quando os outros não acatam as suas vontades)
  • Alterações emocionais súbitas e imprevisíveis
  • Reacção excessiva a estímulos, interpretação errada de acontecimentos reagindo a comentários banais
  • Aumento de interesse em diversas actividades
  • Grandiosidade e elevação da auto-estima (sente-se melhor e mais poderosa que qualquer um)
  • Energia excessiva (hiperactividade frequente)
  • Diminuição da necessidade de dormir
  • Aumento do apetite sexual (comportamento desinibido com escolhas inadequadas)
  • Incapacidade em reconhecer a doença e culpar os outros pelo que corre mal
  • Perda da noção da realidade (delírios e alucinações)
  • Abuso de álcool e drogas

Sintomas da fase depressiva:
  • Preocupação com fracassos ou incapacidades e perda da auto-estima
  • Sentimentos de inutilidade, desespero e culpa
  • Pensamento lento, esquecimento frequente e dificuldade em tomar decisões
  • Perda de interesse pelo trabalho e pelas pessoas
  • Preocupação excessiva com queixas físicas (hipocondria)
  • Agitação, inquietação ou perda de energia, cansaço e apatia
  • Alterações do apetite e do peso
  • Diminuição do apetite sexual
  • Choro ou vontade de chorar sem ser capaz
  • Ideias de morte e suicídio (e, por vezes, tentativas, de suicídio)
  • Uso excessivo de bebidas alcoólicas e drogas
  • Perda da noção da realidade (delírios e alucinações com sentido negativo)

Sintomas de humor misto/turbulência de humor:
  • Humor turbulento e desagradável
  • Agitação e irritabilidade
  • Ansiedade
  • Picos de excitação sexual
  • Insónia intratável (está sempre a pensar)
  • Impulsos (inclusivamente suicidas)
  • Ataques dramáticos, mas verdadeiros, de nervossismo
Temperamento bipolar é a característica principal de indivíduos com bipolaridade.
Mesmo sem alterações de humor, são reconhecidos por um temperamento forte  . São consideradas pessoas de extremos, é 8 ou 80. O seu humor pode reagir de modo mais intenso e emocional, em situações negativas podem ficar extremamente traumatizados e, em situações sociais são muito sensíveis a qualquer critica.

Tipos de bipolaridade:
A doença pode manifestar-se em diversos graus.
Tipo I: é a forma mais intensa de bipolaridade, com maiores consequências e grande alteração do humor.

Tipo II: é uma forma de bipolaridade com consequências e clara alteração do humor (apesar de menos intensa que o tipo I). Tende a ter oscilações mais breves, mas que evoluem para humor turbulento (quadros mistos – de depressão e mania)


Tipo III: o temperamento do indivíduo tende a ser mais forte e dinâmico, e pode voltar a ter elevações espontâneas de humor. A situação de hipomania ou de mania acontece, apenas, com o uso de antidepressivos ou psicoestimulantes.

Tipo IV: têm um temperamento mais arrojado, empreendedor, jovial e expansivo, que passa a ter o humor mais turbulento e depressivo na meia-idade. Têm tendência para aumentar o consumo de álcool para tentar reduzir a sensação de turbulência.

Ciclotimia: têm um humor oscilante e desregulado mas que não chega a atingir fases marcadas de hipomania e depressão.

Para alguns pacientes, é possível prever crises (maníacas ou depressivas). Há doentes que têm ciclos rápidos (mais de quatro crises por ano).
A pessoa pode estar em fase maníaca ou depressiva durante alguns dias ou meses, tal como os períodos de estabilidade.
A doença pode manifestar-se em qualquer altura, durante ou depois da adolescência.
Depois de uma crise, na generalidade das situações, o paciente volta ao normal.

Não existe nenhum tratamento que cure a doença. Mas, é uma doença controlável através de medicamentos estabilizadores de humor como o Carbonato de Lítio, Valproato e Carbamazepina. O apoio psicológico individual e da família é, também, essencial para o controle da doença.
Por fim, o uso do medicamento deve ser permanente, mesmo quando o paciente está saudável, depois de estar anos sem ter uma crise. O seu uso contínuo não garante ao paciente que ele não terá recaídas, apenas diminui as hipóteses de as crises acontecerem.
Bibliografia:
Psiquiatria Forense de J.C. Dias Cordeiro
http://www.bipolaridade.com.br/
http://www.saorafaelprevidencia.com.br/revistaCiclo/revista.asp?secao=35&ano=&cod=762
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?419
http://www.mentalhelp.com/PMD.htm
Texto elaborado por Inês Silva



Doença bipolar leva à perda de tecidos cerebrais

Os doentes bipolares sofrem perdas de tecido cerebral nas áreas que controlam a memória, o reconhecimento facial e a coordenação, segundo estudos desenvolvidos no Reino Unido e publicados em Journal of Biological Psychiatry. Um estudo citado hoje pela imprensa inglesa refere que os pacientes perdem ao longo do tempo funções cerebrais. A perturbação bipolar é caracterizada pela alternância entre períodos de depressão e euforia.


Na investigação da Universidade de Edimburgo foram examinados cérebros de 20 pacientes com perturbação bipolar e outros tantos de voluntários sem a doença. Os resultados mostraram que há sempre, ao longo do tempo, perda de uma pequena quantidade de tecido cerebral, o que suporta a ideia de que a função cognitiva está debilitada nos pacientes bipolares de meia idade.

Mas a perda de massa cinzenta, onde os sinais nervosos são processados, é maior entre os doentes bipolares e, de entre estes, as maiores perdas foram registadas nos que sofreram mais episódios de euforia e depressão. O coordenador da investigação, Andrew Mcintosh, referiu que o estudo não mostrou se estas perdas são causa ou consequência da doença.

Por um lado, os repetidos episódios podem afectar o cérebro e levar ao enfraquecimento das funções cerebrais, mas por outro o stress e os factores genéticos podem provocar episódios mais frequentes e mais perda de cérebro, segundo o investigador. "Seja causa ou efeito, o mais importante para mim é manter as pessoas em remissão e dar-lhes o melhor tratamento", disse Mcintosh, citado pela BBC. Além da euforia e depressão, a bipolaridade também pode provocar alucinações e aumenta o risco de suicídio. 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O Transtorno Bipolar na Visão Espírita - Dr Luiz Paiva


O transtorno bipolar é uma doença funcional do cérebro relacionada aos neurotransmissores cerebrais, que provoca oscilações imprevisíveis do humor, que vai da depressão aos estados mais elevados, chamados de hipomania ou mania.
Afetando em torno de 1% da população, distribuído igualmente entre homens e mulheres, o TB(tanstorno bipolar) permanece como crônico em 1/3 dos acometidos, perdurando por toda vida. Surge geralmente na terceira década de vida e os sintomas depressivos predominam na maior parte do tempo.
Conquanto receba o nome de transtorno bipolar do humor, ele tem subespécies onde só se manifesta a mania ou a depressão ou estados mistos de mania e depressão, em que predomina a irritabilidade. Comumente, quando se apresenta com o predomínio dos sintomas depressivos é mal diagnosticado como depressão maior e tratado erroneamente com antidepressivos somente, o que piora o quadro.
Por isso, o diagnóstico deve ser feito por profissional qualificado, após exame clínico acurado e colhida história detalhada da enfermidade e sua evolução.
Sabe-se que o transtorno funcional dos neurotransmissores como noradrenalina, serotonina e dopamina desempenham papel fundamental na doença, e estudos mostram uma base genética também, pois incide mais frequentemente em algumas famílias. Conquanto existam os fatores predisponentes, há tambem as situações desencadeantes, geralmente associadas ao estresse ambiental ou uso e abuso de substâncias psicotrópicas, legais e ilegais.
Pelo que você pode observar, até agora analisamos apenas os fatores biológicos e ambientais, ficando uma lacuna nos aspectos psíquicos e espirituais. Há fatores intrapsíquicos, como a estrutura de personalidade, que joga como um fator de facilitação para a emersão do estado patológico. Aqui, de igual forma, torna-se imposível separar os fatores espirituais, cármicos, dos fatores psíquicos, pois ambos procedem de uma mesma fonte, qual seja, o espírito imortal.
Torna-se vital avaliarmos o papel que desempenha o cérebro e o corpo físico como um todo no processo da evolução espiritual. O cérebro e o sistema endócrino-humoral é um grande sistema cibernético ou computadorizado, de natureza analógica e não digital, isto é, responde às gradações de forma gradual e não pelo tudo ou nada. Isto faculta ao cérebro ser um meio modulador dos impulsos mentais advindos do espírito, atenuando-os ou potencializando-os, conforme as necessidades adaptativas ou educativas da interação espírito- matéria.
Em assim sendo, as tendências patológicas agem como um alarme, fazendo o espírito outomodular-se nas tendências e paixões. É a própria Lei de Causa e Efeito a serviço da educação, finalidade maior de sua existência no grande plano pedagógico de Deus.
À guisa de metáfora, seria como um mau motorista que, notório abusador dos recursos do veículo, desgastando-o prematuramente no descontrole da velocidade e nas frenagens, arriscando-se e levando riscos aos outros, recebesse como parte do seu processo reeducativo um veículo com deficiência nos freios, obrigando-o a restringir a velocidade e a utilizar marchas adequadas, de modo a lhe permitir o devido controle no direcionamento veicular.
Assim podemos melhor compreender a injunção cármica dos transtornos mentais como um todo, que servem de recursos retificadores dos trânsfugas espirituais que, destarte, corrigem em si mesmos os desvios das paixões alucinantes, do suicídio direto e indireto, dos abusos da inteligência e de outras formas de viciação e alienação do espírito.
No âmbito do tratamento, embora a própria enfermidade seja em si mesma uma forma de cura da causa original do problema, a providência divina concedeu à medicina humana os meios paliativos e mesmo efetivos de controlar, digamos, o descontrole. No caso do transtorno bipolar temos uma imensa gama de substâncias chamadas de estabilizadores do humor que se utilizam no tratamento de crise e no de longo prazo desta devastadora doença.
Sob o ponto de vista espiritual, strictu sensu, a reforma íntima, a vigilância e a oração, o propósito no bem, as ações beneficentes constituem-se na melhor profilaxia e tratamento. Não raro, os portadores de TB trazem um séquito de cobradores do passado que podem vir a ser soezes obsessores, complicando um quadro já em si complexo e difícil. O transtorno bipolar do humor parece ser um facilitador da manifestação de faculdades mediúnicas, o que junto às afinidades espirituais do passado e os seus compromissos, vulnerabilizam sobremaneira o enfermo, que se torna assim presa fácil de múltiplos fatores alienantes.
É desnecessário dizer que a utilização da terapêutica espírita é de grande valia, se acompanhada do devido esforço regenerativo por parte do doente. A doença em si é um grande processo de cura, dentro da qual se insere a abordagem espírita, a funcionar como psicoterapia cognitiva e, ao utilizar os recursos fluídicos e ectoplásmicos, como recurso relevante na cura quântica do desequilíbrio, mas sempre secundariamente à adequada abordagem médica.

TRANSTORNO BIPOLAR TEM CURA?

TEXTO DO SITE BIPOLARBRASIL.NET
Infelizmente não! E não tem porque é uma doença crônica (doença crônica em medicina quer dizer que é para vida inteira). Isso é o mesmo que dizer que transtorno bipolar não tem cura, assim, como outras doenças crônicas, como exemplo, diabetes, algumas doenças reumáticas e por aí vai... Embora transtorno bipolar do humornão tenha cura é uma doença que tem "controle", e, talvez dentre as doenças crônicas mentais é a que apresente o maior número de "ferramentas" para que isso aconteça com êxito. 


Há cerca de 20 anos nós não tínhamos muitas escolhas (quer dizer os médicos e profissionais de saúde mental, não tinham tantas opções para tratamento...), hoje o quadro é diferente. E será ainda mais nos próximos anos. Se eu indago: - "transtorno bipolar tem cura"? E a resposta é radicalmente um "não", talvez, eu repensarei isso brevemente. Isso porque definitivamente eu sou muito "otimista"! Claramente eu acredito que se a indústria farmacêutica não dificultar nenhuma pesquisa na área de terapias genéticas e estudos em nanotecnologia (por exemplo), eu não tenho menor dúvida que nós chegaremos a cura! 


Fato é que estamos avançando, e, se não temos a cura para o transtorno bipolar do humor para anunciar no Bipolar Brasil ainda, ao menos, eu estou certo que estamos vivenciando um momento que bipolares de décadas passadas não viveram. As medicações que estão presentes nos dias atuais são extremamente interessantes para o tratamento, os antidepressivos, por exemplo, são modernos ao ponto (se bem utilizados) não induzirem "viradas maníacas" tão facilmente como antes. Estabilizadores de humor, eficazes, já estão no mercado (e estão para chegar alguns mais eficazes ainda). Tudo aponta que nós bipolares temos a disposição "possibilidades" e "esperança" de irmos em frente! E se temos, que façamos uso disso, que possamos descobrir o que "funciona" conosco e vamos em frente!


TRANSTORNO BIPOLAR TEM CURA? ALGUNS DIZEM QUE SIM...


Transtorno bipolar tem cura? Bem, não tem cura mesmo, entretanto nessas andanças na internet não tem como não se deparar com "promessas" de cura. E não tem como não ignorar outros pontos de vista. Eu definitivamente não preciso "concordar" com quem diz que transtorno bipolar tem cura certo? E também ninguém precisa concordar comigo quando eu digo que transtorno bipolar não tem cura, certo? Mas, óbvio que eu não posso ficar omisso a isso... Eu não posso ficar omisso porque a ação voluntária do Bipolar Brasil é em primeira instância "responsável", e em segunda instância "contrária" a disseminação de "ilusões" e "sonhos". Quando eu digo isso, eu me refiro claramente às pessoas que "apregoam" a cura do transtorno bipolar do humor na internet. Isso é "ilusão", ou, na melhor das hipóteses: "vender sonhos". E acho portanto isso uma grande irresponsabilidade, por motivos muito bem claros: pessoas com transtorno bipolar do humor precisam de tratamento IMEDIATO e ponto. Há riscos de MORTE envolvidos em SURTOS PSICÓTICOS (que por sinal são apregoados por grupos que pregam a "suposta cura"), e, isso é SÉRIO!


Transtorno bipolar não tem cura e isso é sério!


Quem acompanha o Bipolar Brasil, ou melhor, quem me acompanha mais intimamente sabe que infelizmente nós perdemos (por conta de suicídio) amigos que eu fiz através do Bipolar Brasil neste ano e em 2009 (certo de que por outros motivos que não a pregação da cura de grupos na internet etc...) , entretanto, eu chamo atenção do amigo (a) leitor (a), que BIPOLARIDADE deve ser TRATADA (em ambos sentidos da palavra) com SERIEDADE. 

Conto a vocês um caso particular em que em um surto psicótico (eu acho que já contei em outro artigo, inclusive), eu fui confundido como um "sujeito" com uma "possessão demoníaca" (veja bem amigos, todo o respeito as religiões neste momento, ok?)... Eis, que ao contatar minha médica naquela situação (minha sogra, na ocasião fez o contato), foi receitada determinada medicação etc... em 2 horas, a situação estava NORMALIZADA. Não se trata de sonhos, ilusões e contos de fadas... Isso aconteceu comigo em 2008 (comigo, Willian autor do Bipolar Brasil, ok?). 

Medicamentos não podem ser "menosprezados", e, principalmente, não se deve "encorajar" pacientes a "vivenciar" crises a afim de quê isso possa lhe trazer a tal "CURA", pasmem!  Transtorno bipolar tem cura? Não! Eu repito quantas vezes forem necessárias e desafio qualquer modelo teórico a me provar que tem... Absolutamente, não tem! Infelizmente não tem. E como eu disse no começo desse artigo: Eu sou otimista, e acredito que nós (seres humanos) teremos capacidade de encontrar a "resposta" e portanto a cura para a doença. Alias, para muitas outras doenças. O campo de pesquisas nesta área é promissor, e, eu tenho acompanhado de perto muitos estudos bons. Estamos numa fase excepcional, eu diria.

Enfim, transtorno bipolar não tem cura, mas temos hoje excelentes alternativas de tratamentos. No futuro próximo teremos mais alternativas (senão a cura efetivamente), e, nós bipolares podemos e devemos nos "entregar" ao tratamento sem medo e com confiança de que podemos colher bons resultados. Devemos estar atentos a "promessas" de curas "milagrosas", isso não existe (embora você não precisa concordar comigo, ok?). E por fim: estude muito a doença, é talvez a forma "curativa" (se é que podemos dizer assim) que podemos utilizar para aceitar nossa condição e vencer dia após dia o transtorno bipolar do humor. Aquilo que depender do Bipolar Brasil, e estiver ao meu alcance, eu me esforçarei para contribuir! E é claro: Eu conto com você nessa caminhada!

Juntos, podemos muito mais!

Will

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

DEPRESSÃO EM MULHERES.


O que é depressão?
A depressão é um distúrbio de alteração do humor sério e por vezes incapacitante. Causa sentimentos de tristeza, desespero, desamparo e inutilidade.
Ela pode ser leve a moderada com sintomas de apatia, falta de apetite, dificuldade para dormir, baixa auto-estima e fadiga. Ou pode ser uma depressão maior com sintomas de humor depressivo na maioria dos dias, falta de interesse nas atividades rotineiras que antes eram realizadas com satisfação, perda ou ganho de peso, insônia ou hipersonia, fadiga, sentimentos de culpa na maioria dos dias e pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.

Quais os sintomas de depressão na mulher?
De início insidioso, a depressão evolui continuamente para quadros que variam de intensidade e duração se não for tratada. Geralmente, os sintomas duram pelo menos duas semanas provocando prejuízos na vida social, familiar e ocupacional.
Os sintomas de depressão nas mulheres incluem:
  • Sentimentos de tristeza persistente, ansiedade e “vazio”
  • Perda de interesse ou prazer em atividades comuns
  • Nervosismo, inquietação, irritabilidade, choro fácil
  • Sentimentos de culpa, inutilidade, falta de esperança, pessimismo
  • Excesso de sono ou ausência de sono
  • Perda de energia, fadiga
  • Baixa auto-estima
  • Perda da libido
  • Pensamentos recorrentes em morte ou suicídio ou tentativas de suicídio
  • Dificuldade de concentração, de memorização ou para tomar decisões
  • Sintomas físicos persistentes que não respondem ao tratamento, como dores de cabeça, desordens digestivas, dores crônicas

Por que a depressão é mais comum em mulheres do que nos homens?
Antes da adolescência, a prevalência de depressão é a mesma em meninas e meninos. Entretanto, com a chegada desta fase da vida, o risco das garotas desenvolverem depressão aumenta duas vezes mais que o dos garotos.
Alguns especialistas acreditam que mudanças hormonais estão relacionadas a este risco aumentado. Estas mudanças são evidentes durante a puberdade, gravidez e menopausa assim como no pós-parto,histerectomia ou aborto. Além disso, as flutuações hormonais que ocorrem a cada ciclo menstrual provavelmente contribuem para a síndrome pré-menstrual ou TPM. Há também a doença disfórica pré-menstrual ou DDPM, um tipo severo de TPM especialmente reconhecido por depressão, ansiedade, mudanças de humor cíclicas e letargia.

O que aumenta as chances de uma mulher ter depressão?
De acordo com o National Institutes of Health os fatores que aumentam o risco de uma mulher ter depressão incluem fatores genéticos, biológicos, reprodutivos, interpessoais e características psicológicas e de personalidade.
Além disso, as mulheres que intercalam o trabalho com o cuidado com seus filhos ou as mães solteiras sofrem mais de estresse que pode desencadear a depressão.
Outros fatores incluem:
  • História familiar de alterações do humor
  • História de desordens do humor na adolescência
  • Perda de um dos pais antes dos 10 anos de idade
  • Perda de apoio social ou ameaça de tal perda
  • Estresse psicológico ou social, como perda de emprego, relacionamento estressante, separação ou divórcio
  • Abuso sexual ou físico durante a infância
  • Uso de certos tratamentos para infertilidade
  • Uso de alguns contraceptivos orais
  • Mulheres podem apresentar depressão logo após terem um bebê, a chamada depressão pós-parto
  • Certas alterações afetivas sazonais, mais comuns no inverno
  • Transtorno bipolar, pois a depressão é uma parte da doença bipolar

A depressão pode ser familiar?
Sim. A depressão pode estar presente nas famílias. Quando isso acontece, ela geralmente começa nas idades entre 15 e 30 anos. Um traço familiar de depressão é muito mais comum em mulheres do que nos homens.

Qual a diferença da depressão em mulheres e homens?
A depressão feminina difere da masculina de várias maneiras:
  • Depressão em mulheres pode ocorrer cedo, durar mais tempo, apresentar mais recorrência, ser mais associada a eventos estressantes da vida e ser mais sensível a mudanças sazonais.
  • As mulheres experimentam mais os sentimentos de culpa e têm mais tendência ao suicídio, embora atualmente elas cometam menos suicídio que os homens.
  • A depressão feminina é mais associada a desordens de ansiedade, como sintomas de pânico ou fobias e desordens alimentares.
  • Mulheres deprimidas tem maior tendência a abusar do álcool e outras drogas.

Como a tensão pré-menstrual (TPM) e a desordem disfórica pré-menstrual (DDPM) se relacionam com a depressão?
Três em cada quatro mulheres que menstruam têm TPM. Ela é caracterizada por sintomas emocionais e físicos que variam de intensidade de um ciclo menstrual para o outro. Mulheres com 20 a 30 anos são usualmente afetadas pela TPM.
Cerca de 3 a 5% das mulheres que menstruam têm DDPM, um tipo severo de TPM, marcada por sintomasemocionais e físicos muito fortes que antecedem em cerca de 10 dias o início da menstruação.
Na última década, estas condições foram reconhecidas como importante causa de desconforto e mudanças de comportamento em mulheres. Enquanto a relação entre TPM, DDPM e depressão permanece sem ser esclarecida, acredita-se que mudanças químicas no cérebro e flutuação dos níveis hormonais sejam fatores que contribuem para tal associação.
Muitas mulheres que sofrem de depressão associada à TPM ou DDPM melhoram com exercícios físicos e meditação. Para aquelas com sintomas severos, psicoterapia individual ou de grupo, medicamentos e manejo do estresse podem ajudar.

prevalência de depressão aumenta na meia-idade?
A perimenopausa é o estágio da vida reprodutiva da mulher que começa oito a dez anos antes damenopausa e dura até o início desta. Neste período, os ovários começam a produzir gradualmente menos estrogênio e, na menopausa, param de produzir óvulos.
menopausa é o período que a mulher para de menstruar e aparecem os sintomas decorrentes da queda de estrogênio. Por definição, uma mulher está na menopausa quando para de menstruar por um ano. Isto é uma parte normal da vida e marca o fim da vida reprodutiva da mulher. Tipicamente ela ocorre em mulheres na 4° ou 5° década de vida. Entretanto, aquelas mulheres que tiveram os ovários removidos cirurgicamente passam por uma menopausa repentina.
Esta queda de estrogênio desencadeia mudanças físicas e emocionais – como depressão, ansiedade e alterações de memória. Como em qualquer outra fase da vida da mulher, há uma relação entre os níveis hormonais e os sintomas físicos e emocionais. Algumas mudanças físicas incluem ciclos menstruais irregulares, ciclos mais intensos ou mais leves e ondas de calor.

Como lidar melhor com os sintomas da depressão?
  • Evite tranquilizantes. Use-os se for extremamente necessário e somente com a prescrição de um médico.
  • Mantenha uma dieta saudável.
  • Faça exercícios regularmente.
  • Engaje-se em algum projeto ou hobby que promova um sentido de realização à sua vida.
  • Encontre uma prática de auto-controle – como ioga, meditação, técnicas de relaxamento por respiração lenta e profunda.
  • Tenha boas noites de sono, mantenha seu quarto arejado e confortável.
  • Procure apoio emocional com familiares, amigos ou profissionais.
  • Mantenha-se conectado com sua família.
  • Consolide seus laços de amizade.
  • Participe de algum trabalho comunitário.
  • Tome medicamentos, vitaminas e minerais como prescritos pelo seu médico.
Caso você não consiga fazer isto sozinha, procure a ajuda de familiares, amigos ou profissionais especializados nos cuidados de saúde mental.

Como a depressão é tratada em mulheres?
Há uma variedade de métodos usados para tratar a depressão, incluindo medicações como antidepressivos e psicoterapia. A terapia familiar pode ajudar caso o estresse vivenciado na família contribua para a depressão. O seu psicólogo, psiquiatra ou psicanalista pode determinar qual é o melhor tratamento a ser seguido.

Qual profissional pode me ajudar no manejo da minha depressão?
Os mais procurados são os especialistas em saúde mental como psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais epsicanalistas. Mas outros profissionais podem orientá-la como clínicos gerais ou médicos de família.
Existem centros comunitários que auxiliam pessoas com depressão, serviços universitários, programas desaúde mental em escolas médicas e clínicas particulares que podem ajudar pessoas deprimidas ou seus familiares.

Fontes consultadas:National Institute of Mental Health
National Institutes of Health
ABC.MED.BR, 2009. Depressão em mulheres. Disponível em: <http://www.abc.med.br/p/saude-da-mulher/52548/depressao+em+mulheres.htm>. Acesso em: 1 nov. 2012.